Indice de contenidos
- Por que aparecem as manchas na pele
- Manchas na pele: quando se preocupar de verdade
- Melasma: a mancha hormonal que piora com o sol
- Lentigos solares: as manchas do sol
- Hiperpigmentação pós-inflamatória: a marca que fica após a acne
- Sardas: quando são normais e quando convém observá-las
- Como tratar as manchas sem piorá-las
- Como evitar que as manchas escureçam no verão
Há manchas que aparecem depois do verão, outras que se instalam após um surto de acne e algumas que se formam com o passar do tempo. Uma das questões mais buscadas no Google é, sem dúvida: manchas na pele, quando se preocupar. Porque nem todas significam a mesma coisa, nem todas têm a mesma origem e nem todas devem ser tratadas apenas com um creme despigmentante.
Marta Barrero e Elena Ramos, farmacêuticas especialistas em dermocosmética, diretoras do The Secret Lab e porta-vozes da Druni, resumem assim: “As manchas na pele são uma das consultas mais frequentes em dermocosmética, especialmente a partir dos 30 anos e após a exposição solar acumulada. No entanto, nem todas as manchas são iguais nem têm a mesma origem”.
A boa notícia é que aprender a ler a pele ajuda muito. A não tão boa: é conveniente parar de olhar qualquer mancha como um simples problema estético. Algumas falam apenas de sol, hormônios ou inflamação. Outras, em contrapartida, pedem revisão dermatológica.
Por que aparecem as manchas na pele

As manchas são, na verdade, uma alteração na produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele. “Quando os melanócitos trabalham de forma irregular ou excessiva, aparecem áreas mais escuras”, explicam as farmacêuticas.
O sol continua sendo o grande suspeito habitual, mas não é o único. Também influenciam as mudanças hormonais, a acne, as feridas, a irritação, o envelhecimento cutâneo, a genética, a poluição, a luz azul e até o uso incorreto de perfumes ou cosméticos fotossensibilizantes antes da exposição ao sol. Por isso, antes de se lançar a qualquer ativo despigmentante, vale a pena identificar que tipo de mancha temos à frente.
Manchas na pele: quando se preocupar de verdade

A pergunta chave não é apenas que mancha eu tenho, mas se essa mancha mudou. “Há lesões pigmentadas que nunca devem ser tratadas apenas com cosméticos. Devemos procurar o dermatologista se uma mancha mudar rapidamente, tiver bordas irregulares, apresentar várias cores, coçar, sangrar ou doer, tiver um relevo novo ou seguir a regra ABCDE do melanoma”, contam as farmacêuticas.
Essa regra ABCDE é uma forma simples de lembrar os sinais de alerta: assimetria, bordas irregulares, cor desigual, diâmetro maior que 6 mm e evolução. Ou seja, se a mancha não se parece com as demais, cresce, muda ou começa a se comportar de forma estranha, não é hora de buscar sérum: é hora de pedir consulta.
Melasma: a mancha hormonal que piora com o sol

O melasma costuma aparecer nas bochechas, testa ou lábio superior, com um tom marrom difuso e bastante simétrico. É essa mancha que muitas vezes parece formar uma espécie de “máscara” e que pode se intensificar no verão, com o calor ou durante períodos de mudanças hormonais.
“O melasma é a mancha hormonal. Aparece normalmente nas bochechas, testa ou lábio superior e tem um tom marrom difuso e simétrico. É muito frequente em mulheres e tende a piorar com o sol”, explicam as especialistas e porta-vozes da Druni. Não costuma ser perigoso, mas sim persistente, e pode ter um impacto emocional importante porque está muito visível.
O ativo mais interessante para o melasma
Neste caso, as especialistas destacam o ácido tranexâmico: “Ajuda a frear a produção irregular de melanina e é um dos ativos mais interessantes atualmente para manchas hormonais”. Isso sim, no melasma a constância e a proteção solar são quase mais importantes que o produto escolhido.
Lentigos solares: as manchas do sol
Os lentigos solares são as típicas manchas marrons que aparecem com os anos no rosto, colo e mãos. Costumam ter uma cor uniforme e bordas definidas, e estão muito relacionados com o fotoenvelhecimento.
“Os lentigos solares são as clássicas manchas escuras relacionadas ao fotoenvelhecimento. Costumam ter uma cor marrom uniforme, bordas definidas e aparecem no rosto, colo e mãos”, explicam as farmacêuticas. O sinal de alerta chega se mudam rapidamente de forma, cor ou tamanho. Nesse caso, é melhor que sejam revisadas por um dermatologista.
Vitamina C para iluminar e prevenir
Para esse tipo de manchas, a vitamina C é um dos ativos mais interessantes porque, nas palavras das farmacêuticas, “ajuda a iluminar, prevenir novas manchas e combater o dano oxidativo”. Não apaga o passado de uma só vez, mas ajuda a que a pele pareça mais uniforme e luminosa.
Hiperpigmentação pós-inflamatória: a marca que fica após a acne

Essa marquinha marrom, avermelhada ou violácea que fica justo onde houve um grão também é uma forma de hiperpigmentação. Não costuma ser grave, mas pode desesperar porque leva semanas ou até meses para desaparecer.
“A hiperpigmentação pós-inflamatória é muito frequente após surtos de acne, queimaduras ou irritações. Pode aparecer como uma marca marrom, avermelhada ou violácea, justo onde houve inflamação”, explicam as especialistas. E acrescentam que “não costuma ser grave, mas pode durar meses se não for tratada corretamente”.
Niacinamida para acalmar e regular a melanina
Neste caso, a niacinamida é uma boa aliada porque “reduz a inflamação e ajuda a regular a transferência de melanina”. Além disso, costuma ser bem tolerada e se encaixa muito bem em rotinas de pele com tendência acneica ou sensível.
Sardas: quando são normais e quando convém observá-las

As sardas ou efélides têm um componente genético e são mais comuns em peles claras. Costumam ser pequenas, múltiplas e se intensificam com o sol. “Não são perigosas, embora qualquer mudança irregular deva ser revisada. Mais do que tratá-las, a chave é a fotoproteção diária”, explicam as especialistas.
Se as sardas são estáveis, fazem parte da identidade cutânea. Se uma delas mudar, crescer, coçar ou se tornar irregular, então é conveniente consultar.
Como tratar as manchas sem piorá-las

A rotina ideal não precisa ser complicada, mas deve ser constante. Pela manhã, as farmacêuticas recomendam limpeza suave, sérum antioxidante com vitamina C, tratamento despigmentante, hidratante reparadora e protetor solar SPF50+. À noite, dupla limpeza, esfoliante químico suave duas ou três vezes por semana, um sérum com retinal, ácido tranexâmico ou niacinamida, e um creme reparador da barreira cutânea.
E aqui vem o lembrete que todas precisamos antes de mudar de rotina a cada três dias: “A constância é a chave: as manchas não desaparecem em uma semana. A maioria precisa entre 8 e 12 semanas para começar a melhorar visivelmente”.
Como evitar que as manchas escureçam no verão

O verão é o momento crítico. “É o momento em que os melanócitos se ativam mais, por isso prevenir é tão importante quanto tratar”, explicam as especialistas. A diretriz básica passa por usar SPF50+ diariamente, mesmo na cidade, reaplicar a cada duas horas se houver exposição, utilizar chapéu e óculos de sol, evitar o sol direto entre 12h e 16h e não combinar perfumes com sol no pescoço ou colo.
Além disso, há um detalhe importante: “Hoje sabemos que não apenas os raios UV influenciam: a luz visível e o calor também podem piorar certas hiperpigmentações como o melasma”. Por isso, quando falamos de manchas, o protetor solar não é um passo a mais. É o tratamento base.
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Perguntas frequentes (FAQs)
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Por que aparecem as manchas na pele?
As manchas são uma alteração na produção de melanina devido a diversos fatores como o sol, mudanças hormonais, acne, feridas, envelhecimento, genética, entre outros.
Quando se preocupar com uma mancha na pele?
Você deve se preocupar se uma mancha mudar rapidamente, tiver bordas irregulares, várias cores, coçar, sangrar, doer, tiver relevo novo ou seguir a regra ABCDE do melanoma.
Como tratar o melasma e qual ativo é recomendado?
O melasma é tratado com ácido tranexâmico, que ajuda a frear a produção irregular de melanina. É importante ser constante e se proteger do sol.
Que rotina seguir para tratar as manchas na pele?
Pela manhã, limpeza suave, sérum antioxidante com vitamina C, tratamento despigmentante, hidratante reparadora e protetor solar SPF50+. À noite, dupla limpeza, sérum com ativos despigmentantes e creme reparador da barreira cutânea.
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