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Não é a forma mais conhecida do vírus do herpes simples, mas existe e pode ser confundida com outras infecções mais comuns do dedo ou da mão. Quando aparece nessa área, costuma receber o nome de panadizo herpético e se manifesta como uma infecção cutânea dolorosa causada pelo vírus do herpes simples, geralmente na falange distal ou ao redor do dedo.
A chave está em reconhecê-lo a tempo, porque não se trata da mesma forma que uma infecção bacteriana e manipulá-lo de forma inadequada pode piorar o quadro ou favorecer a disseminação do vírus.
O que é o herpes na mão?

O chamado herpes na mão é uma infecção da pele produzida pelo vírus do herpes simples, o mesmo grupo viral que pode causar herpes labial ou genital. Na mão, costuma afetar principalmente os dedos e, de forma mais precisa, o polpudo ou a área periungueal, por isso no âmbito médico fala-se de panadizo herpético. A AEP o descreve como uma infecção cutânea da derme e do tecido celular subcutâneo da falange distal dos dedos originada pelos vírus herpes simples tipo 1 e 2.
Embora possa soar alarmante, não é um “herpes distinto”, mas uma localização menos habitual do mesmo vírus. E aí está parte da confusão: à primeira vista pode parecer-se a uma paroníquia ou a um panadizo bacteriano, quando na verdade a origem é viral e a abordagem muda.
Causas do herpes na mão

A causa é a inoculação do vírus do herpes simples em uma pequena lesão da pele. Ou seja, o vírus entra através de uma fissura, um bife, uma cutícula danificada ou uma ferida mínima. Essa inoculação pode ocorrer por autoinoculação, por exemplo, ao tocar uma lesão de herpes labial e depois manipular o dedo, ou por contato com secreções infectadas.
Também pode aparecer em pessoas expostas com frequência à saliva ou outras secreções, como profissionais de saúde, especialmente se não utilizam uma boa proteção.
Quais são os sintomas do herpes na mão?

Aqui convém prestar atenção a vários detalhes, pois são eles que ajudam a suspeitar. O herpes na mão costuma começar com dor, formigamento, ardor ou sensação pulsátil antes mesmo de aparecerem as lesões visíveis. Depois podem surgir o inchaço, o avermelhamento e as vesículas agrupadas sobre uma base eritematosa, muitas vezes muito dolorosas.
Essas vesículas podem confluir e, com os dias, romper-se ou secar. Em alguns casos, também aparecem adenopatias reativas, por exemplo, na axila, e em uma primoinfecção pode haver mal-estar geral ou febre, embora isso não ocorra sempre.
Um detalhe importante: a dor costuma ser intensa em comparação com a aparência inicial da lesão. E precisamente por isso pode ser confundida com uma infecção bacteriana do dedo, mas não é aconselhável furar, drenar ou manipular as bolhas por conta própria.
Quem pode ter herpes na mão?

Qualquer pessoa pode ter, se o vírus entrar por uma pequena porta de entrada na pele, mas há perfis nos quais é mais fácil vê-lo. Um deles é o de crianças com gengivoestomatite herpética ou pessoas com herpes labial que se autoinoculam o vírus ao tocar a boca e depois a mão. Outro grupo clássico é o de quem trabalha em contato com saliva ou secreções, como profissionais de saúde ou dentistas.
Você pode contagiar o herpes da mão para outras partes do corpo?

Sim, pode ocorrer autoinoculação ou disseminação para outras áreas se as lesões forem manipuladas e depois tocar outra mucosa ou pele lesionada. Isso é especialmente importante em olhos, boca, genitais ou áreas com eczema ou pele danificada. O próprio texto da AEP alerta que a drenagem cirúrgica não apenas atrapalha a evolução, mas pode levar à disseminação do vírus.
Por isso, se aparecer uma lesão suspeita, o prudente é não estourá-la, não coçá-la, lavar bem as mãos após tocar a área e evitar compartilhar toalhas ou objetos que tenham estado em contato com a lesão ativa. A transmissão do herpes simples pode ocorrer por contato direto com lesões ou secreções.
Como se diagnostica o herpes na mão?

O diagnóstico costuma ser clínico, ou seja, baseia-se na aparência da lesão, nos sintomas e na história do paciente. A AEP o descreve de forma clara: nesses casos, o diagnóstico é clínico.
O importante costuma ser diferenciá-lo de outras infecções da mão, principalmente as bacterianas, porque o tratamento não é o mesmo e uma manobra como a drenagem, habitual em um panadizo bacteriano, não está indicada aqui e pode favorecer a disseminação.
Em resumo, o herpes na mão não é frequente, mas também não é anedótico. Se aparecer um dedo muito doloroso, inflamado e com vesículas agrupadas, não é aconselhável improvisar com remédios caseiros nem tratá-lo como se fosse uma infecção qualquer. Nesse caso, reconhecer a lesão cedo e não manipulá-la é quase tão importante quanto o tratamento.
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Perguntas frequentes (FAQs)
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O que é o herpes na mão?
É uma infecção da pele causada pelo vírus do herpes simples que afeta especialmente os dedos.
Quais são as causas do herpes na mão?
A causa é a inoculação do vírus em uma pequena lesão da pele, muitas vezes por autoinoculação ou contato com secreções infectadas.
Quais são os sintomas do herpes na mão?
Costumam incluir dor, formigamento, vesículas agrupadas, inchaço e avermelhamento, acompanhados às vezes de mal-estar geral.
Como se pode prevenir a disseminação do herpes da mão para outras partes do corpo?
É importante não manipular as lesões, lavar as mãos depois de tocá-las e evitar o contato com mucosas ou pele danificada.
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